A construção civil no país é considerada como um termômetro da economia, que diz se o país está bem ou não. A estimativa é de que 13 milhões de pessoas sejam empregadas no setor, levando em consideração os empregos formais, informais e indiretos. A retomada de crescimento do setor, ainda moderada, sinalizada o crescimento da economia do país.

Segundo informações do Ministério do Trabalho e Emprego, no mês de julho deste ano, as contratações com carteira assinada superaram as demissões, pela primeira vez após 33 meses.

Este cenário tem impacto em diversos setores econômicos do país, que impulsionam o desenvolvimento urbano a investir. O déficit habitacional diminuiu com a construção de mais moradias e a ampliação do saneamento básico que trás melhorias nas condições de saúde das pessoas, e também o aumento da mobilidade urbana com praticidade no dia a dia, com uma melhor qualidade de vida.

Conforme as pessoas entram novamente no mercado de trabalho, a capacidade de consumo das famílias aumenta, o que trás melhoras nas venda e aumento na demanda da indústria. A cada 100 reais investidos na construção, os cofres públicos recebem de volta 25 reais em forma de imposto, o que faz o Governo ganhar também.

A construção civil é o espelho da economia do país e em 2010, um dos maiores anos de crescimento com um PIB de 7,5%, a construção civil teve um aumento do PIB de 13,1%. O último ano que o PIB brasileiro mostrou variação positiva foi em 2014, de acordo com informações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção.

A construção civil é o setor que demonstra os primeiros sinais de melhora quando os resultados ficam positivos. É um ciclo íntegro que precisa de investimentos para que seja retomado. Um dos principais fatores para a economia crescer é a recuperação do nível de emprego dos trabalhadores nas obras.

A demanda habitacional é um problema que precisa da construção civil, sendo fundamental o investimento no setor. O Secovi-SP, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, fez um levantamento que estima que de 2015 a 2025, o país precisa construir 14,5 milhões de novas casas para suprir a falta de moradia e isso vem acontecendo aos poucos de 2016 para 2017.